Estádios sem time? Consultor crava: 'É um mito, fica bem mais difícil'
Destaques
- •Arenas esportivas precisam de operação diária para serem sustentáveis, diversificando fontes de renda além de shows e eventos corporativos.
- •Ter um clube residente garante um fluxo constante de público e facilita o planejamento de patrocínios anuais.
- •O caso da Mercado Livre Arena Pacaembu é citado como exemplo do desafio de operar sem um time fixo, apesar da localização privilegiada.
A sustentabilidade de novas arenas esportivas passa, obrigatoriamente, por mantê-las funcionando 365 dias por ano. A ideia de depender apenas de shows e eventos corporativos esbarra na necessidade de garantir um fluxo constante de consumo.
Um estádio, por mais multifuncional que se queira, não pode esquecer sua vocação principal: ser um local para jogos de futebol. A presença de um clube residente traz um alívio fundamental para a operação, permitindo a criação de pacotes anuais de patrocínios ancorados na rotina do torcedor.
A falta de um time fixo, como no caso da Mercado Livre Arena Pacaembu, representa um entrave direto para os negócios e a arrecadação. Ter cerca de 25 a 30 jogos por ano garante uma receita relevante e facilita o equilíbrio dos altos custos fixos de manutenção. É um mito achar que um estádio pode operar sem um time de futebol.




