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Equador: Mega prisões são um show de R$ 770 milhões que não resolve a crise

16 de julho de 2026
Equador: Mega prisões são um show de R$ 770 milhões que não resolve a crise

Destaques

  • Custo anual de mega prisões é de R$ 770 milhões, sem garantir ressocialização.
  • Militarização não extinguiu crime; soldados agora vendem celulares nas prisões.
  • Governo oculta dados sobre mortalidade carcerária, dificultando investigações.

A aposta do Equador em mega prisões, seguindo o modelo de El Salvador, custa nada menos que US$ 150 milhões (R$ 770 milhões) por ano. O problema? Essa conta altíssima, segundo especialistas, serve mais para a vitrine da segurança do que para resolver o caos carcerário.

A militarização das prisões não acabou com a economia ilícita; pelo contrário, apenas mudou quem lucra. Relatos indicam que soldados agora vendem celulares para os detentos, enquanto as facções continuam controlando o acesso a itens básicos, extorquindo famílias.

E para piorar, o governo do presidente Daniel Noboa tem dificultado o acesso a dados oficiais sobre a mortalidade nas prisões, alegando "depuração de bases de dados" que só terminaria em 2029. Isso levanta sérias preocupações sobre a falta de garantias constitucionais e a ausência de perspectiva de ressocialização para os presos.

A conta dessa política, que ignora direitos básicos e foca apenas em manter uma imagem de controle, só começará a ser paga daqui a uma década ou mais. 📉

Fontes

https://operamundi.uol.com.br/feed/

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