Equador: Mega prisões são um show de R$ 770 milhões que não resolve a crise

Destaques
- •Custo anual de mega prisões é de R$ 770 milhões, sem garantir ressocialização.
- •Militarização não extinguiu crime; soldados agora vendem celulares nas prisões.
- •Governo oculta dados sobre mortalidade carcerária, dificultando investigações.
A aposta do Equador em mega prisões, seguindo o modelo de El Salvador, custa nada menos que US$ 150 milhões (R$ 770 milhões) por ano. O problema? Essa conta altíssima, segundo especialistas, serve mais para a vitrine da segurança do que para resolver o caos carcerário.
A militarização das prisões não acabou com a economia ilícita; pelo contrário, apenas mudou quem lucra. Relatos indicam que soldados agora vendem celulares para os detentos, enquanto as facções continuam controlando o acesso a itens básicos, extorquindo famílias.
E para piorar, o governo do presidente Daniel Noboa tem dificultado o acesso a dados oficiais sobre a mortalidade nas prisões, alegando "depuração de bases de dados" que só terminaria em 2029. Isso levanta sérias preocupações sobre a falta de garantias constitucionais e a ausência de perspectiva de ressocialização para os presos.
A conta dessa política, que ignora direitos básicos e foca apenas em manter uma imagem de controle, só começará a ser paga daqui a uma década ou mais. 📉


