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Equador: A guerra sem fim contra o narcotráfico e a corrupção policial

31 de julho de 2026
Equador: A guerra sem fim contra o narcotráfico e a corrupção policial

Destaques

  • Capitão da polícia luta contra gangues e corrupção interna no Equador.
  • 70% da cocaína para Europa e EUA passa pelo país, gerando violência extrema.
  • Gangues pagam policiais e juízes, tornando a justiça um luxo inacessível.

A guerra contra o crime organizado no Equador tem um rosto: o do capitão Jean Carlos Bustamante. Em Durán, cidade marcada pela violência, ele lidera uma equipe contra gangues rivais que controlam o tráfico de drogas.

Mas o inimigo não está só nas ruas. Bustamante lamenta que muitos policiais e políticos estão corrompidos, recebendo propina das gangues e minando o trabalho de quem tenta combater o crime.

A situação é crítica: o Equador é rota de 70% da cocaína que vai para Europa e EUA, alimentando um ciclo de violência que já deixou mais de 9.2 mil mortos no ano passado. Mesmo com a repressão do presidente Daniel Noboa, as gangues se multiplicam e o dinheiro do crime compra a lei.

A luta é diária, com operações que resultam em apreensões de armas e prisões de pequenos traficantes. No entanto, a justiça falha, com criminosos soltos por corrupção. A própria vida dos policiais está em risco, com ofertas de suborno e ameaças constantes. Um policial anônimo revelou ter recebido ofertas milionárias para se aposentar, mas recusou.

Apesar do cansaço e das perdas, o capitão Bustamante segue firme. Ele acredita que é possível vencer, mesmo que leve tempo. Enquanto isso, o crime organizado segue operando abertamente, com líderes como Jonathan admitindo matar e controlar policiais por cerca de US$ 2 mil mensais. A esperança de controle total é um processo de médio prazo, em uma guerra onde a morte se paga com a morte. 📉

Fontes

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