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Equador: A "estética Bukele" falha em conter o avanço do crime organizado

02 de agosto de 2026

Destaques

  • Equador registra recorde de homicídios em 2025, apesar da militarização da segurança pública.
  • Especialistas apontam que a estratégia de "bukelismo" de Noboa foca na 'estética' da guerra ao crime, mas não resolve a complexidade do narcotráfico global.
  • A diversificação das atividades ilícitas e a colaboração de setores da sociedade civil e pública dificultam o controle do crime organizado no país.

O Equador declarou guerra ao crime organizado em 2024, inspirando-se no modelo de Nayib Bukele em El Salvador. A militarização da segurança pública e a construção de mega-prisões foram algumas das medidas adotadas pelo presidente Daniel Noboa.

No entanto, os resultados são questionáveis: 2025 viu um aumento de 30,48% nos homicídios em relação ao ano anterior, totalizando 9.216 mortes. Especialistas como Luis Córdova apontam que o país importou apenas a "estética" da guerra contra o crime, com a construção de penitenciárias menores que a de El Salvador, sem, contudo, controlar o crime organizado.

A complexidade do crime organizado equatoriano, ligado ao narcotráfico global com financiamento ilimitado, e a diversificação de suas atividades — de mineração ilegal a lavagem de dinheiro — tornam a estratégia de militarização insuficiente. A colaboração de políticos, servidores públicos e profissionais liberais, além da expansão para mais de 150 cantões, evidencia que o problema vai além de uma simples eliminação de inimigos.

A militarização da segurança pública, que inicialmente reduziu a violência, viu seu avanço revertido, com um aumento significativo de homicídios em 2025. A estratégia, que lembra o modelo de El Salvador, falha em conter o avanço do crime organizado, que se diversifica e se infiltra em diversos setores da sociedade equatoriana. 📉

Fontes

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