Equador: A 'Estética Bukele' Falha em Conter a Violência Recorde
Destaques
- •Apesar da militarização e da retórica de guerra contra o crime, o Equador registrou um número recorde de homicídios em 2025.
- •Especialistas apontam que a estratégia de copiar o modelo salvadorenho é ineficaz devido às diferenças estruturais e à complexidade do crime organizado equatoriano.
- •A expansão do crime organizado no Equador é facilitada pela corrupção, lavagem de dinheiro e pela privatização da segurança, com envolvimento de profissionais liberais.
Em 2025, o Equador viu seus índices de violência dispararem, com um aumento de 30,48% nos homicídios em comparação com o ano anterior, totalizando 9.216 mortes. O país declarou guerra ao crime organizado, mas os resultados são questionáveis.
A estratégia do presidente Daniel Noboa, inspirada em Nayib Bukele de El Salvador, com militarização e construção de megaprisiones, tem sido criticada.
Apesar da retórica de controle, o crime organizado no Equador movimenta dezenas de bilhões de dólares anualmente e se diversificou, expandindo-se para mineração ilegal, tráfico de pessoas e lavagem de dinheiro.
Especialistas apontam que a fragilidade institucional, a corrupção e a colaboração de profissionais liberais facilitam a expansão do crime, algo que a simples militarização não resolve.
O Equador, com suas vastas fronteiras e diversidade geográfica, enfrenta um desafio muito maior do que El Salvador, e a tentativa de replicar um modelo sem considerar essas diferenças tem se mostrado ineficaz.



