Entregadores em SP: o risco velado das entregas e a falta de dados

Destaques
- •Entregador relata frieza da plataforma após acidente grave.
- •Trabalho por aplicativo cresce 25,4% em dois anos no Brasil.
- •Falta de dados oficiais dificulta a dimensão real dos acidentes de trabalho.
A vida nas ruas de São Paulo para entregadores como Silvio Luiz Pinheiro virou um jogo de alto risco. Um acidente feio, que resultou em clavícula e cotovelo machucados, quase o fez desistir da profissão. A reação da plataforma? Um atendimento frio, focado apenas na devolução da bicicleta alugada.
Essa experiência o levou a buscar a segurança da CLT, mas o gosto pela bicicleta e a necessidade de controle de saúde o trouxeram de volta para as ruas. Agora, ele pedala com mais cautela, mirando em faturar até R$ 200 por noite.
A questão é que o Brasil não consegue contar os acidentes que esses trabalhadores sofrem. O número de ciclistas acidentados fatalmente em São Paulo subiu 27,8% em cinco anos, mas não há dados específicos sobre entregadores.
A falta de registro detalhado nos sistemas de saúde e a opacidade das plataformas, que guardam seus algoritmos como segredo, impedem que o país conheça a real dimensão do problema. Enquanto isso, milhares de entregadores seguem expostos, com a promessa de seguros que nem sempre cobrem o necessário. 📉



