Eletrodomésticos: Pós-venda vira campo de batalha contra chinesas

Destaques
- •Fabricantes de eletrodomésticos apostam em serviços de pós-venda para fidelizar clientes e gerar receita recorrente.
- •Electrolux e Whirlpool (dona da Brastemp e Consul) reformulam assistência técnica para torná-la ponto de venda e coleta de dados.
- •Novas leis em discussão no Congresso podem obrigar maior transparência sobre reparabilidade e proibir obsolescência programada.
A guerra dos eletrodomésticos não acaba na prateleira. Com a invasão chinesa pressionando preços, marcas como Electrolux e Whirlpool (Brastemp, Consul) estão virando o jogo para o pós-venda.
A ideia é transformar assistência técnica, peças e instalação em receita recorrente, capturando faturamento que antes ia para oficinas independentes. Mais que isso, é uma forma de manter o consumidor engajado e coletar dados valiosos sobre o uso dos produtos, algo que o longo ciclo de vida dos eletrodomésticos (cerca de 10 anos) dificultava.
Isso significa que a disputa agora é sobre quem resolve melhor e mais rápido quando algo dá errado, e não só sobre quem vende mais barato. A meta é que, na próxima compra, a marca esteja na cabeça do consumidor.
Enquanto isso, no Congresso, o PL 805/2024 avança para proibir a obsolescência programada e garantir o direito ao conserto, o que pode mudar ainda mais o cenário. 📉


