Eleições 2024: 3% de eleitores independentes definirão o pleito, aponta economista

Destaques
- •O economista Maurício Moura aponta que 3% dos eleitores independentes, com renda entre dois e cinco salários mínimos, serão cruciais para o resultado das eleições.
- •Apesar de melhorias econômicas, o endividamento e o custo de vida são as principais preocupações dos eleitores, impactando a percepção sobre o governo.
- •O baixo conhecimento sobre candidaturas para o Congresso e Senado faz com que as decisões de voto sejam tomadas na véspera das eleições.
A polarização global se reflete no Brasil, com o economista Maurício Moura alertando que um grupo pequeno de eleitores independentes, cerca de 3%, será o fiel da balança nas próximas eleições.
Esses eleitores, majoritariamente concentrados em regiões metropolitanas e com renda entre dois e cinco salários mínimos, votaram em Lula em 2022 após terem escolhido Jair Bolsonaro em 2018. Sua decisão será influenciada tanto pelo desconforto com o atual governo quanto por memórias negativas da gestão passada.
Apesar de indicadores econômicos positivos como controle da inflação e nível de emprego, a percepção pública é negativa devido ao alto endividamento e ao custo de vida.
No cenário legislativo, o conhecimento sobre candidatos ao Congresso brasileiro é alarmantemente baixo, com decisões de voto para deputado sendo tomadas quase na véspera. O mesmo se aplica ao Senado, onde a compreensão sobre a disputa de duas vagas este ano é escassa.
Moura também explica a discrepância entre pesquisas e resultados eleitorais, atribuindo-a à exclusão de eleitores indecisos e da abstenção (cerca de 20%) nas análises divulgadas na reta final.
A crise do incumbente, fenômeno global onde governantes enfrentam rejeição desde o início do mandato, também afeta o Brasil, dificultando a aprovação de políticas públicas e a construção de consensos.




