El Salvador: O modelo Bukele e a linha tênue entre segurança e autoritarismo

Destaques
- •El Salvador reduz drasticamente a criminalidade sob o regime de exceção de Nayib Bukele.
- •Aumento de prisões e restrições a direitos civis geram preocupação global.
- •O debate sobre replicar o modelo salvadorenho no Brasil e em outros países da América Latina.
Em El Salvador, a guerra contra as gangues mudou o cenário de bairros antes dominados pelo crime, como a Campanera. A professora Adélia Rosales relata a transformação: "Nem em sonho imaginava que um dia viria isso tudo mudar — e tão rápido".
O presidente Nayib Bukele implementou um regime de exceção que permitiu prisões em massa e restrições a direitos. Cerca de 90 mil pessoas foram encarceradas, transformando o país no que tem o maior índice de encarceramento do mundo, com 1.659 presos a cada 100 mil habitantes.
Essa política, embora aplaudida por muitos pela redução da violência — o país registrou 1,3 homicídio por 100 mil habitantes em 2025, o menor índice das Américas — também levanta sérias preocupações sobre o enfraquecimento das instituições democráticas e direitos humanos.
Críticos acusam Bukele de concentrar poderes e intimidar a oposição, enquanto o governo nega as acusações. O debate sobre replicar este modelo em países como o Brasil ganha força, mas especialistas alertam para as diferenças estruturais entre as facções e a complexidade de exportar a solução salvadorenha.



