El Niño pode turbinar soja brasileira e assustar bancos centrais globais

Destaques
- •Risco climático global eleva a preocupação com inflação e juros.
- •Brasil pode ter safra recorde de soja, beneficiando empresas do agro.
- •Setor de energia se mostra resiliente, mas mineração enfrenta volatilidade.
Deixando as tensões geopolíticas para trás, o mercado agora se volta para uma ameaça bem mais antiga: o risco climático. A iminência de um “Super El Niño” até 2027 está forçando uma revisão global nas estratégias de investimento, com potencial para abalar desde a agricultura até o setor de seguros.
A preocupação é que o fenômeno eleve temperaturas, impulsione a demanda por energia e, claro, prejudique a produtividade agrícola, reacendendo fantasmas inflacionários. Isso pode complicar a vida dos bancos centrais, como o Federal Reserve e o BCE, que já lidam com juros altos e podem ter que endurecer ainda mais a política monetária.
Mas nem tudo é drama. Para o Brasil, o El Niño pode ser um sopro de esperança para o agronegócio.
Estudos apontam para uma safra recorde de soja em 2026/27, com projeções de 182,4 milhões de toneladas. Empresas como São Martinho, SLC Agrícola e Boa Safra devem se beneficiar, assim como o setor de energia, com nomes como Axia e Copel apresentando perfil defensivo. Por outro lado, mineradoras como Vale e CSN podem enfrentar volatilidade devido a efeitos imprevisíveis de chuvas e secas.
O último El Niño de grande magnitude, em 2015-2016, causou prejuízos de mais de US$ 7,8 trilhões. 📉



