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Economista alerta: cortes lineares em Brasília são "passar o facão sem critério"

23 de fevereiro de 2026
Economista alerta: cortes lineares em Brasília são "passar o facão sem critério"

Destaques

  • Sergio Firpo, ex-secretário do Planejamento, critica a falta de critério em cortes de gastos públicos.
  • Abono Salarial, com orçamento de R$ 30 bilhões, é apontado como exemplo de política cara e ineficiente.
  • Proposta é transformar o Abono Salarial em incentivo à contribuição previdenciária para jovens.

Cortar gastos em Brasília sempre foi um desafio, e a prática de cortes lineares em despesas, sem critério técnico, é criticada pelo economista Sergio Firpo.

Segundo Firpo, essa abordagem afeta a qualidade das políticas públicas, sendo mais fácil politicamente "comprar um pouquinho de briga com todo mundo" do que analisar a real eficiência dos programas.

Ele defende a institucionalização de um sistema com metodologia para evitar contingenciamentos sem base técnica, priorizando o que realmente funciona e impacta positivamente a sociedade.

Um exemplo de política questionada é o Abono Salarial, que consome quase R$ 30 bilhões anuais, com dúvidas sobre sua efetividade na redução de desigualdades e alcance das camadas mais vulneráveis.

A proposta de Firpo é transformar o Abono em um benefício que induz a contribuição à Previdência, especialmente para jovens urbanos e periféricos, com um sistema de 'match' governamental para incentivar o aporte. Ele também aponta problemas de fiscalização na Previdência Rural e no Seguro-Defeso.

A discussão sobre o Bolsa Família também entra no radar, com o aumento do benefício médio para cerca de R$ 715 (mais de 40% do salário mínimo), levantando debates sobre o desestímulo ao trabalho formal.

Fontes

https://braziljournal.com/feed/

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