DTM: Disfunção da mandíbula afeta 33,6% dos brasileiros e causa dores crônicas

Destaques
- •Disfunção temporomandibular (DTM) pode ser confundida com AVC e afeta mais de um terço da população brasileira.
- •Tratamento da DTM geralmente não é invasivo, com até 90% dos casos resolvidos em consultório.
- •Especialistas alertam para o uso excessivo de analgésicos e a possibilidade de cirurgias desnecessárias.
A disfunção temporomandibular (DTM), um conjunto de distúrbios que afetam a articulação da mandíbula e os músculos da mastigação, tem uma prevalência estimada em 33,6% da população brasileira. Muitas vezes, os sintomas, como dores de cabeça intensas e formigamento facial, são confundidos com condições mais graves, como o AVC, levando a diagnósticos tardios e tratamentos inadequados.
O problema pode passar despercebido por anos, com pacientes recorrendo a analgésicos e a diversos especialistas. Especialistas alertam que o uso excessivo de medicação pode levar à cefaleia crônica diária e que, em alguns casos, planos de saúde podem incentivar cirurgias desnecessárias por cobrirem tratamentos buco-maxilo-faciais, mas não o atendimento odontológico específico para DTM.
Felizmente, na maioria dos casos, o tratamento da DTM não é invasivo. Recursos como placas interoclusais, fisioterapia e laser resolvem até 90% dos quadros em consultório. A inteligência artificial também tem auxiliado no diagnóstico clínico, que é a principal ferramenta para identificar a disfunção.
