Dólar se segura no Brasil: Selic alta e Trump blindam o Real

Destaques
- •Conflito geopolítico entre EUA, Israel e Irã não derrubou o Real como esperado.
- •Taxa Selic a 14,75% e a perda de credibilidade do dólar sob gestão Trump são fatores chave.
- •Brasil, como exportador líquido de petróleo, sofre menos impacto direto na balança comercial.
A tensão global gerada pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, com o fechamento do Estreito de Ormuz, parecia o cenário perfeito para o dólar disparar. Mas, pasmem, o impacto no Brasil foi bem mais ameno do que se esperava.
Três fatores funcionaram como um escudo para o Real, segundo José Alfaix, economista da Rio Bravo. A alta da Selic em 14,75% segue atraindo investidores, compensando o risco. Além disso, a gestão de Trump tem minado a confiança no dólar como porto seguro, levando o mercado a buscar alternativas, como o brasileiro.
O terceiro ponto é a posição do Brasil como exportador líquido de petróleo, o que atenua o choque direto na balança comercial, diferentemente de países importadores. Essa resiliência é clara nos números: o dólar subiu de R$ 5,13 para R$ 5,18 em mais de um mês.
Apesar de o câmbio ter se segurado, Alfaix alerta que o cenário geral é de aversão ao risco, com bolsas internacionais e o Ibovespa já sentindo o baque e a expectativa de inflação (IPCA) subindo. Mas, sem esses três vetores de atratividade, o prejuízo econômico seria bem maior. 📉




