Ditadura não acabou nas favelas: 'Cheiro de Diesel' expõe violência estatal

Destaques
- •Documentário 'Cheiro de Diesel' estreia no Brasil, abordando violações de direitos humanos em favelas.
- •O filme conecta a violência militar no Rio de Janeiro com a situação na Palestina, destacando o uso de armamento israelense.
- •Diretoras buscam dar visibilidade a traumas e à impunidade em áreas periféricas, criticando a justiça militar.
A estreia do documentário 'Cheiro de Diesel' no Brasil, em meio a datas simbólicas como os 12 anos da invasão da Maré e os 62 anos do golpe militar, lança luz sobre as violações de direitos humanos cometidas pelo Estado em áreas periféricas.
O longa, dirigido por Natasha Neri e Gizele Martins, denuncia a continuidade da ditadura nas favelas, com relatos de tortura, revistas arbitrárias e o uso de armamento pesado em operações, como a que resultou no título 'Cheiro de Diesel' após um morador ser alvejado e transportado em um tanque.
A narrativa se aprofunda na impunidade dos crimes militares, agravada por leis que transferem casos para a justiça militar, e traça paralelos com a situação na Palestina, alertando para o uso de equipamentos bélicos israelenses em ambos os cenários e conectando a luta pela libertação da Palestina à do Sul Global.




