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Dieta Cetogênica: Aliada ou Miragem na Saúde Mental?

27 de julho de 2026

Destaques

  • Estudos preliminares indicam que a dieta cetogênica pode ter um papel complementar no tratamento de transtornos mentais como depressão e esquizofrenia.
  • A base da hipótese reside nos corpos cetônicos, que podem influenciar o funcionamento cerebral, o equilíbrio de neurotransmissores e processos inflamatórios.
  • Pesquisas recentes mostram resultados promissores, mas especialistas alertam que a dieta não deve substituir tratamentos convencionais e não é para todos.

O burburinho sobre a dieta cetogênica como aliada no tratamento de transtornos mentais, como depressão e esquizofrenia, tem ganhado força com estudos promissores de universidades como Stanford e publicações na JAMA Psychiatry.

A dieta, que prioriza a gordura como fonte de energia em detrimento dos carboidratos, leva o corpo a produzir corpos cetônicos. A hipótese é que essas moléculas atravessam a barreira hematoencefálica e podem influenciar neurotransmissores, inflamação e estresse oxidativo no cérebro.

Contudo, especialistas pedem cautela. Embora pesquisas recentes sugiram benefícios, como melhora em sintomas depressivos e metabólicos, os estudos ainda são considerados preliminares e com limitações, como amostras pequenas e falta de grupos-controle robustos.

A dieta não é recomendada para todos, especialmente para quem tem problemas no metabolismo de gorduras, insuficiência hepática ou renal, histórico de transtornos alimentares ou está grávida. Para pacientes com diabetes, o acompanhamento deve ser rigoroso.

O cenário mais provável é que a dieta cetogênica se consolide como uma abordagem complementar para pacientes selecionados, sob supervisão especializada, e não como um tratamento isolado para transtornos psiquiátricos. 🧠

Fontes

https://drauziovarella.uol.com.br/feed/

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