De outsiders a outsiders: Kering aposta em engenheiro automotivo para reinventar o luxo

Destaques
- •Novo CEO da Kering, Luca de Meo, traz experiência da indústria automotiva para o setor de luxo.
- •Objetivo é tornar o conglomerado mais coeso e preparado para o futuro do consumo de luxo.
- •Mudanças incluem otimização de custos, maior integração entre marcas e agilidade na produção, inspiradas em modelos como Zara e indústria automotiva.
O luxo sempre foi sinônimo de exclusividade e arte, mas Luca de Meo, o novo CEO da Kering, está desafiando essa aura. Vindo do mundo automotivo, ele questiona a produção artesanal e pergunta: "Não dá pra fazer com laser?"
A ideia é trazer uma ótica industrial para um setor acostumado a brilho e mito. De Meo quer transformar a Kering, dona de marcas como Gucci, em um grupo mais coeso, focado em eficiência e preparado para as novas formas de consumo de luxo.
O plano, batizado de "ReconKering", mira em um grupo mais enxuto e focado em 18 meses, com recuperação financeira em 36 meses. Ações como reduzir a dependência da Gucci e integrar operações de produção e marketing já estão em andamento, com inspiração em modelos ágeis como o da Zara.
A aposta é alta: a Kering viu suas ações subirem cerca de 60% desde a chegada de De Meo, mas a reestruturação enfrenta desafios, incluindo a desaceleração do mercado de luxo e a dependência de consumidores aspiracionais. O "see now, buy now" na Gucci é um dos primeiros passos concretos dessa nova era. 💰




