Data Centers de IA: CONAMA exige regras para evitar desastres socioambientais

Destaques
- •CONAMA aprova moção para diretrizes socioambientais e climáticas em licenciamento de data centers de IA.
- •Crescimento acelerado de empreendimentos de IA no Brasil exige regulamentação para evitar impactos em recursos naturais e comunidades.
- •Aprovação representa avanço para conciliar inovação, desenvolvimento econômico e proteção ambiental.
O CONAMA deu um passo importante e aprovou uma moção que reconhece a urgência de criar diretrizes nacionais e salvaguardas socioambientais e climáticas para o licenciamento ambiental de data centers voltados à inteligência artificial no Brasil.
Essa medida surge diante do crescimento acelerado desses empreendimentos, impulsionados pela demanda de IA, e da ausência de critérios específicos para avaliar seus impactos, como o elevado consumo de energia e água.
A discussão ganhou força após a ocupação por indígenas Anacé de um canteiro de obras do megadata center do TikTok no Ceará, que questionam a falta de consulta prévia e os impactos no território.
A proposta, construída pelo Idec e pelo LAPIN, defende critérios específicos para licenciamento, avaliação de impactos acumulados e transparência sobre o consumo de recursos, garantindo a participação das comunidades afetadas.
A ideia é construir um modelo de desenvolvimento digital que una inovação e responsabilidade socioambiental, evitando que o Brasil repita problemas de outros mercados onde a tecnologia avançou sem governança adequada.
A decisão do CONAMA é um primeiro passo crucial para garantir que a expansão da infraestrutura digital ocorra de forma responsável, protegendo o meio ambiente e os direitos das populações locais. 🌎




