Crise no Petróleo: Distribuidoras de Combustíveis Sentem o Impacto, Mas Têm "Gordura" para Queimar

Destaques
- •Aumento de mais de 30% no preço do petróleo desde o início dos ataques ao Irã pressiona distribuidoras brasileiras.
- •Diesel sobe 19% e gasolina avança 5% no Brasil; governo zera tributos e reforça fiscalização.
- •Apesar da pressão, empresas como Vibra, Ipiranga e Raízen chegam ao cenário adverso com margens e volumes recuperados após combate ao mercado ilegal.
A disparada de mais de 30% no preço do petróleo desde o início dos ataques ao Irã já começa a chegar com força ao Brasil, colocando Vibra, Ipiranga e Raízen sob pressão.
O diesel já subiu cerca de 19% e a gasolina mais de 5% no país. O governo federal agiu com medidas como a zeragem de tributos, mas o setor vê um outro risco emergir: o de que soluções de emergência reabram espaço para práticas ilegais.
Para as distribuidoras, o cenário representa uma reversão brusca após um período de melhora operacional, com ganho simultâneo de margens, volumes e participação de mercado, impulsionado pelo combate ao mercado ilegal.
A margem por metro cúbico da Vibra, por exemplo, subiu 73,4% no quarto trimestre de 2025, e a Ultrapar (Ipiranga) viu sua receita subir 5% no mesmo período. A Raízen também registrou crescimento de 50% no Ebitda de sua divisão de distribuição. O desafio agora é manter essa performance em meio ao choque externo.
Apesar da recuperação, o Instituto Combustível Legal (ICL) alerta que o cenário atual pode reabrir espaço para atuação de agentes irregulares, o que seria um retrocesso. A refinaria Refit, interditada pela ANP, estaria em estudo para retomar operações, aproveitando instrumentos como a subvenção ao combustível.
Com o diesel importado chegando até R$ 2,50 por litro mais caro que o doméstico e a subvenção cobrindo apenas cerca de R$ 0,30, o espaço para absorver custos sem repasse é limitado, colocando à prova o patamar de margens conquistado nos últimos trimestres 📉.




