Crise Energética Global: O Preço da 'Policrise' no Bolso do Brasileiro

Destaques
- •O conflito entre EUA, Israel e Irã impacta o fornecimento e os preços de mercadorias globais.
- •A pobreza energética é um reflexo das desigualdades de classe e da desordem internacional.
- •Data centers consomem energia equivalente a milhões de brasileiros, enquanto muitos ainda vivem sem eletricidade.
A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã não é só sobre geopolítica, mas também sobre a policrise planetária que afeta diretamente o abastecimento e os preços de mercadorias. Ataques a infraestruturas essenciais viraram rotina, sinalizando um mundo sem regras claras.
A discussão se concentra em fatores econômicos, mas o custo humano e ecológico é imenso. A pobreza energética, definida como a ausência de acesso a serviços energéticos modernos, é mais do que falta de infraestrutura; é um estado de exclusão sistêmica onde a energia se torna mercadoria, refletindo desigualdades e negando direitos básicos.
No Brasil, quase meio milhão de pessoas vivem sem energia elétrica, e globalmente, mais de 700 milhões em 2024. Enquanto isso, data centers consomem 415 terawatts-hora, com empresas como a Microsoft reativando usinas nucleares para suprir sua demanda. A corrida por minerais críticos para a eletrificação capitalista ignora que centenas de milhões seguem no escuro. A privatização de empresas como a Eletrobras, vendida por R$ 33,7 bilhões, e a renovação de contratos de termelétricas de carvão até 2040, mostram um cenário onde o lucro corporativo se sobrepõe à soberania energética e ao acesso democrático à energia para a população.




