Crise em Ceuta: Imigração vira arma política na Europa

Destaques
- •Europa endurece política migratória em meio a debates acirrados.
- •Extrema-direita espanhola e europeia explora medo para ganhar votos.
- •Espanha aposta na regularização como contraponto à crise.
A Europa está em polvorosa com a imigração, e a crise em Ceuta, com a chegada de cerca de 80 mil marroquinos, expôs a divisão do continente. Enquanto alguns endurecem as fronteiras, outros buscam saídas mais humanas.
A politóloga Carmen Lumbierres alerta que a migração virou prioridade política, especialmente para governos conservadores, que a associam a riscos e usam o medo como arma eleitoral.
A situação é explorada pela direita e extrema-direita europeias, que defendem regras mais restritas e controle de fronteiras, mirando eleições cruciais no bloco.
Em contraponto, o premiê espanhol, Pedro Sánchez, aposta na regularização de imigrantes que já estão no país, como forma de atender à necessidade econômica e ao envelhecimento da população.
Mais de um milhão de estrangeiros já se beneficiaram com a medida, facilitando a entrada no mercado de trabalho e combatendo a economia informal. 🇪🇺



