Corrida da Proteína: JBS na Vanguarda da Onda "Protein Crazy"

Destaques
- •Gigantes como Coca-Cola, Starbucks, Pepsi e Conagra apostam em produtos proteicos impulsionados pela popularidade dos medicamentos GLP-1.
- •Medicamentos como Ozempic e Wegovy levam consumidores a priorizar proteína para evitar perda de massa magra.
- •Queda de patente da semaglutida no Brasil pode expandir o consumo de genéricos e a demanda por proteína.
- •JBS aposta forte no mercado doméstico com patrocínio da Copa do Mundo e expansão de marcas como Friboi e Seara.
- •Rebanho bovino americano em declínio cria oportunidades de exportação para Brasil e Austrália, mas o frango apresenta riscos de margem.
A onda "protein crazy" tomou conta do mercado de alimentos globalmente. Coca-Cola, Starbucks, Pepsi e Conagra estão apostando alto em produtos com mais proteína, seguindo uma tendência impulsionada pelos populares medicamentos emagrecedores como Ozempic e Wegovy.
Esses medicamentos à base de GLP-1, já usados por milhões nos EUA, incentivam o consumo de proteína para preservar massa magra durante a perda de peso. No Brasil, a queda da patente da semaglutida promete democratizar o acesso a esses tratamentos, com expectativa de redução de 30% a 50% no preço, o que pode impulsionar ainda mais a demanda por produtos proteicos.
A JBS, com seu CFO Guilherme Cavalcanti declarando que "a JBS já nasce com a proteína", está bem posicionada para capitalizar essa tendência. A empresa investe em marketing, patrocinando a Copa do Mundo no SBT com suas marcas Friboi e Seara, e expandindo linhas de produtos de maior valor agregado. A estratégia visa capturar mais valor em um mercado doméstico aquecido, com desemprego em baixa e potencial de demanda favorável.
Enquanto isso, o mercado americano enfrenta um desafio com o encolhimento do rebanho bovino, o que pode beneficiar exportações do Brasil e da Austrália. No entanto, o segmento de frango apresenta riscos de margem para empresas como a Pilgrim's e a Seara. A JBS segue focada em consolidar sua listagem na NYSE e buscar a inclusão em índices como o S&P 500, visando reduzir o gap de múltiplos e atrair mais investimentos.




