Coritiba vence o Vitória e encerra jejum de vitórias no Brasileirão

Destaques
- •Coritiba vence o Vitória por 2 a 0 em casa, encerrando uma sequência de sete jogos sem vitória.
- •Mudança no comando técnico e ajustes táticos trouxeram intensidade, organização e controle de jogo para a equipe.
- •A vitória alivia a pressão na reta final do campeonato, mas o desafio é manter o novo padrão de desempenho.
O Coritiba encerrou um jejum de sete partidas sem vencer ao derrotar o Vitória por 2 a 0, em partida válida pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto direto, realizado no Couto Pereira, evidenciou que os problemas recentes do clube não se limitavam aos resultados, mas também a uma perda de identidade de jogo.
A mudança no comando técnico, com a efetivação interina de Guilherme Bossle, conhecido como Guila, provocou uma reação imediata. Os jogadores demonstraram mais disposição, intensidade e organização coletiva, comportamentos que haviam se dissipado nas últimas semanas. O time voltou a pressionar, encurtar espaços e assumir o controle da partida, mostrando não apenas entrega, mas também soluções táticas.
Novo funcionamento tático e coletivo
Sob o comando interino, o Coritiba apresentou uma organização tática renovada. Sem a bola, a equipe se posicionava em um 4-3-3, com Josué mais avançado e Breno Lopes e Pedro Rocha atuando pelos lados para recompor. Essa estrutura permitiu uma pressão eficaz sem comprometer a defesa.
Com a posse de bola, o desenho tático se adaptava. Josué tinha liberdade para recuar e se aproximar dos volantes, assumindo a articulação das jogadas. Essa movimentação deu mais fluidez à construção, evitando a dependência de lançamentos longos ou jogadas individuais. O time também conseguiu concentrar mais jogadores pelo centro, resolvendo um problema de ocupação de espaços.
Recuperação da identidade de jogo
A comissão interina, formada por Guila, Reginaldo Nascimento, William Matheus e outros profissionais do clube, conseguiu devolver ao time princípios de jogo que haviam se enfraquecido. A vitória não foi sustentada apenas pela motivação de um novo trabalho, mas por uma combinação de postura e ajustes que tornaram o Coritiba mais competitivo e funcional.
A atuação diante do Vitória demonstrou que o clube precisava recuperar sua identidade. A resposta dos jogadores foi evidente, mas a organização tática, a proteção do meio-campo e o controle do adversário também fizeram a diferença. O time voltou a pressionar e a aproximar seus principais articuladores.
Cenário e próximos desafios
Os três pontos conquistados mudam o cenário para o Coritiba na reta final do campeonato. Com uma vantagem de seis pontos para a zona de rebaixamento (Z-4) e cinco rodadas restantes, a equipe ganha margem para trabalhar com menos pressão. No entanto, uma única atuação não apaga os problemas que levaram à saída do técnico anterior, Fernando Seabra, nem garante a manutenção do nível apresentado.
O principal desafio agora é transformar essa resposta imediata em um padrão de desempenho consistente. Contra o Vitória, o Coritiba mostrou que tem condições de jogar com mais intensidade, equilíbrio e protagonismo, recuperando um caminho que pode ser determinante para a permanência na Série A.



