Coritiba demite Fernando Seabra após sete jogos sem vitória

Destaques
- •Fernando Seabra não resistiu à sequência de sete jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro e foi demitido do Coritiba.
- •A derrota para o Grêmio, com gol no fim, selou a saída do treinador, que comandou o time em 42 partidas com 44% de aproveitamento.
- •A gestão do clube agora busca um substituto para tentar reverter a má fase nas seis rodadas restantes do Brasileirão.
O Coritiba anunciou nesta terça-feira a demissão do técnico Fernando Seabra, após uma sequência de sete jogos sem vitórias no Campeonato Brasileiro. A derrota por 1 a 0 para o Grêmio, em casa, com gol sofrido nos acréscimos, foi o estopim para a decisão do departamento de futebol, liderado por William Thomas. Seabra comandou o time em 42 partidas, com 14 vitórias, 13 empates e 15 derrotas, totalizando 44% de aproveitamento.
A demissão de Seabra encerra um ciclo que se arrastava nos bastidores. A avaliação interna indicava que treinador e jogadores já não estavam em sintonia, o que comprometia a continuidade do trabalho na reta final da competição. A comissão técnica, apesar do respeito profissional, perdeu a capacidade de mobilizar parte do elenco, especialmente após a pausa para a Data Fifa de setembro.
Mudanças táticas e estilo de trabalho questionados
Um dos pontos de inflexão foi a tentativa de tornar a equipe mais propositiva. Após construir boa parte da campanha com uma postura reativa, baseada na organização defensiva e transições rápidas, Seabra buscou dar ao time mais controle das partidas. Essa estratégia, no entanto, não apresentou a resposta esperada, e goleadas sofridas para Vasco (5 a 0) e Fluminense (4 a 0) evidenciaram as dificuldades.
Posteriormente, Seabra tentou retomar o modelo anterior, com maior proteção defensiva e apostas nos contra-ataques. A mudança não foi suficiente para interromper a queda de rendimento. A alternância entre propostas táticas passou a ser vista como um obstáculo à consolidação de um padrão de jogo, com a equipe tendo dificuldade em assimilar diferentes orientações.
Além das questões táticas, o método de trabalho de Seabra também gerou descontentamento em parte do elenco. Relatos apontam que as atividades eram consideradas excessivamente metódicas e com um estilo descrito como "professoral", dificultando a compreensão e assimilação de orientações por parte de alguns jogadores. Esse incômodo afetou a relação diária entre comissão técnica e jogadores.
Falta de confiança e próximos passos da gestão
A relação de Seabra com o clube já havia passado por um episódio delicado em julho, quando esteve perto de assumir o Vasco, mas a negociação não avançou. Nos meses seguintes, a dificuldade em encontrar respostas em campo e a falta de alinhamento com parte do elenco pesaram na avaliação do departamento de futebol. A conclusão foi de que a continuidade do trabalho já não oferecia as condições necessárias para a reação da equipe.
A gestão do Coritiba, sob responsabilidade do Grupo Independiente del Valle, terá papel crucial na definição dos próximos passos. Com apenas seis rodadas restantes para o fim do Campeonato Brasileiro, a prioridade é encontrar uma solução capaz de melhorar o desempenho e recuperar a confiança do elenco, em um cenário com pouco tempo para mudanças profundas.



