Corinthians: crise interna se agrava com restrições no vestiário e cobranças de jogadores

Destaques
- •Jogadores do Corinthians pedem restrição no acesso ao vestiário para blindar o grupo em meio à crise.
- •Presidente Osmar Stabile enfrenta resistência e atritos com o elenco por falhas na gestão e promessas não cumpridas.
- •O clube busca conter vazamentos de informações e preservar o ambiente interno diante da pressão por resultados.
O clima no Corinthians se tornou ainda mais tenso com a decisão de parte do elenco de restringir o acesso ao vestiário em dias de jogos, especialmente na Neo Química Arena. A medida visa blindar o grupo da pressão por resultados e evitar vazamentos de informações dos bastidores, em um momento de crise que tem afetado o desempenho da equipe.
A iniciativa surge em meio a fortes atritos entre os jogadores e o presidente Osmar Stabile. Relatos indicam falta de convivência, diálogo e promessas não cumpridas sobre pagamentos atrasados como pontos de discórdia. A condução da saída do técnico Fernando Diniz também gerou insatisfação, com jogadores defendendo a permanência da comissão técnica.
Resistência ao presidente e vice
O presidente Osmar Stabile tem enfrentado resistência no CT Joaquim Grava. A falta de diálogo e as promessas de regularização de pagamentos atrasados são citadas como os principais motivos de atrito. Além disso, piadas consideradas fora de hora também contribuem para o desgaste.
O incômodo se estende ao vice-presidente Armando Mendonça, especialmente em viagens. O dirigente é réu em um processo que apura irregularidades na gestão de materiais esportivos da Nike, o que gera desconforto entre os atletas.
Cobranças e vazamentos de informação
O meio-campista Rodrigo Garro é apontado como um dos jogadores que mais cobram mudanças internas. Enquanto alguns funcionários o veem como profissional crítico e exigente, outros consideram suas reclamações excessivas e prejudiciais ao ambiente. Garro teria ficado incomodado com o vazamento de uma discussão entre Matheuzinho e Gustavo Henrique no intervalo de um clássico contra o Palmeiras.
A discussão ocorreu após forte cobrança de Matheuzinho, que provocou a reação de Gustavo Henrique. O técnico interino William Batista precisou intervir para acalmar os ânimos, pedindo que os jogadores se unissem em um momento de dificuldade.
Clima de preocupação e pressão sobre Memphis
Funcionários do departamento de futebol admitem um ambiente tenso, apesar de negarem um racha no elenco. As eliminações na Conmebol Libertadores e Copa do Brasil, somadas aos resultados recentes no Campeonato Brasileiro, geram preocupação com a possibilidade de rebaixamento. Os jogadores estariam envergonhados com o momento atual da equipe.
O atacante Memphis Depay, um dos reforços, também demonstra preocupação. Pessoas próximas avaliam que ele sente a pressão da conturbada renovação de contrato. Desde sua reestreia, o Corinthians acumulou uma sequência negativa de oito derrotas e dois empates.
Demissão de Marcelo Paz e nota oficial
A diretoria considerou a insatisfação do elenco com o trabalho do executivo Marcelo Paz, a má fase do time e a pressão da torcida organizada Gaviões da Fiel para sua demissão. Parte do elenco acreditava que Paz não defendia os interesses do grupo, especialmente em relação aos atrasos de pagamento.
Procurado, o Corinthians declarou em nota que o acesso ao vestiário em dias de jogos é limitado a pessoas ligadas ao departamento de futebol, incluindo o presidente. A medida busca organizar o ambiente e focar na partida.
Matérias originais
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