Copom: Juros podem ter cortes mais tímidos após ata mais dura e guerra no radar

Destaques
- •Ata do Copom sinaliza cautela maior do que o comunicado inicial.
- •Guerra no Oriente Médio e desancoramento das expectativas de inflação para 2028 são os principais pontos de atenção.
- •Economistas revisam projeções de cortes de juros, com maior probabilidade de calibrações menores e mais graduais.
A ata da última reunião do Copom veio mais dura que o esperado, jogando um balde de água fria nas apostas de cortes de juros mais agressivos. O corte de 0,25 p.p. na Selic, que levou a taxa a 14,50%, parece ter sido só o começo de um ciclo mais cauteloso.
O principal vilão agora é o conflito no Oriente Médio, que levanta dúvidas sobre a extensão e os impactos na cadeia produtiva. Somado a isso, o desancoramento das expectativas de inflação até 2028, algo inédito, acende um alerta vermelho para o Banco Central.
Isso significa que o juro pode não cair tão rápido quanto se esperava.
A leitura é que o ciclo de cortes de juros tende a ser menor. Economistas já revisam suas projeções, com a XP indicando que cortes de 0,50 p.p. se tornam cada vez menos prováveis. O cenário agora aponta para calibrações mais graduais e de menor magnitude. 📉




