Copom em xeque: corte de juros à vista, mas com cautela

Destaques
- •Economistas apostam em corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,50%.
- •Inflação pressionada por commodities e cenário externo volátil são os principais receios.
- •Atividade econômica interna mostra sinais de exaustão, justificando a cautela.
O Comitê de Política Monetária (Copom) se prepara para decidir o futuro da taxa básica de juros, a Selic, em um cenário que exige mais do que nunca parcimônia.
A pressão inflacionária, impulsionada pelo choque das commodities e o conflito no Oriente Médio, contrasta com uma economia interna que já dá sinais de cansaço sob o aperto monetário. A aposta geral é por um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa de 14,75% para 14,50%.
A decisão busca um ajuste fino, evitando estrangular a atividade econômica sem, necessariamente, conter uma inflação com origem majoritariamente externa.
O objetivo é encontrar um equilíbrio delicado, com projeções indicando uma Selic terminal em torno de 12,5% a 13,25% ao final de 2026, dependendo da estabilização do cenário geopolítico. 📉




