Copa do Mundo testa a rede elétrica brasileira: o desafio do sol e das TVs ligadas
Destaques
- •A Copa do Mundo pode causar instabilidade na rede elétrica devido à queda de demanda e ao aumento da geração solar distribuída.
- •O Brasil tem quase 20% de sua capacidade instalada de geração vinda de painéis solares em telhados, produção em grande parte fora do controle do ONS.
- •Investidores em energia renovável estão repensando projetos devido a cortes na geração, custando bilhões e impactando a atratividade de investimentos.
A Copa do Mundo já é um evento que mexe com a rotina do brasileiro, mas desta vez, enquanto milhões param para assistir aos jogos, o sistema elétrico do país enfrenta um desafio extra. A queda na demanda industrial e comercial pode se chocar com a produção imprevisível de energia solar em telhados, que já representa quase 20% da capacidade instalada.
Essa geração distribuída, majoritariamente residencial, é difícil de controlar, diferentemente de grandes usinas. No passado, o consumo caiu até 15% durante jogos do Brasil, o que, sem o equilíbrio correto, pode levar a instabilidade e até apagões.
A situação já causa efeitos colaterais: cortes na geração renovável custaram cerca de R$ 6,5 bilhões em 2025 e fizeram empresas como a Atlas Renewable Energy suspenderem investimentos milionários. A busca por soluções como o armazenamento em baterias está a todo vapor.


