Copa do Mundo nos EUA: Menos empregos e mais conta para turistas
Destaques
- •FIFA previa 185 mil empregos com a Copa; realidade mostra 21 mil vagas a menos em lazer e hospitalidade nos últimos dois meses.
- •Hotéis registram receita recorde por quarto, mas com ocupação caindo; o segredo são diárias mais altas, não mais hóspedes.
- •Empresas preferem pagar hora extra a funcionários atuais em vez de contratar novos, citando dificuldade em encontrar mão de obra.
A promessa de um boom de contratações nos Estados Unidos por conta da Copa do Mundo parece não ter se concretizado. A FIFA esperava a criação de até 185 mil empregos, mas os últimos relatórios mostram um cenário diferente.
Na prática, o setor de lazer e hospitalidade viu suas vagas diminuírem em 21 mil nos últimos dois meses. Hotéis lucram mais com diárias elevadas, mas a ocupação caiu.
A explicação? Empresas como o Lala’s Argentine Grill preferem pagar horas extras a quem já está na equipe, pois “está difícil encontrar trabalhadores”.
Alguns negócios mais afastados dos estádios, como o Hammers Dueling Piano Bar, já se arrependem de ter contratado, pois o movimento não expandiu como esperado.
No fim das contas, o grande evento esportivo, que esperava aquecer a economia, acabou pesando mais no bolso do turista e nas horas extras dos funcionários existentes. 📉


