Copa 2026: O Legado da Vigilância Biométrica e o Debate Ético
Destaques
- •Copa do Mundo de 2026 será um marco no uso de reconhecimento facial em eventos esportivos.
- •Brasil já utiliza biometria em estádios, com identificação de foragidos.
- •Tecnologia levanta debates sobre privacidade, precisão e direitos humanos.
A Copa do Mundo de 2026 promete ser um verdadeiro laboratório de vigilância biométrica, com uso massivo de reconhecimento facial em estádios nos EUA, México e Canadá. A expectativa é de mais de seis milhões de torcedores e um orçamento de segurança bilionário.
No Brasil, a Lei Geral do Esporte já tornou a biometria obrigatória em estádios maiores, e o Allianz Parque já pegou mais de duzentos foragidos. A tecnologia, quando usada com controle, é uma ferramenta poderosa para a segurança pública.
Contudo, a expansão dessa vigilância levanta sérias questões éticas e de privacidade, especialmente após estudos apontarem erros significativos na identificação de mulheres negras e o uso desproporcional contra a população negra no Brasil. A LGPD exige rigor no tratamento desses dados sensíveis.
O desafio é equilibrar segurança e privacidade, garantindo que a tecnologia seja usada de forma eficiente e responsável.



