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Construção Civil no Brasil: Artesanal vs. Industrializada

09 de abril de 2026
Construção Civil no Brasil: Artesanal vs. Industrializada

Destaques

  • Setor da construção civil no Brasil ainda opera majoritariamente com métodos artesanais (70% das obras).
  • Desperdício de material chega a 30% em construções tradicionais.
  • Empresas como Brasil ao Cubo e Steel Corp revolucionam o setor com métodos de linha de montagem e redução drástica de custos e tempo.
  • Barreiras de capital, regulatórias e educacionais ainda impedem a adoção em massa da construção industrializada.

Enquanto a maioria das obras em São Paulo ainda se parece com a de 50 anos atrás, com pedreiros subindo blocos no braço, uma fábrica em Santo André já mostra um futuro diferente. Montadores jovens produzem paredes inteiras com fiação embutida em um ambiente de alta tecnologia.

A construção civil brasileira opera, em 70% das obras, com métodos artesanais que geram pelo menos 30% de desperdício de material, segundo David Fratel, diretor do Sinduscon-SP. Com a mão de obra respondendo por mais da metade do custo, a escassez de pedreiros impulsiona a busca por soluções inovadoras.

Empresas como Brasil ao Cubo e Steel Corp aplicam a lógica de linha de montagem, inspirada em Henry Ford e Toyota, para produzir módulos de construção. A Brasil ao Cubo reduziu o custo por metro quadrado de R$ 9 mil para menos de R$ 3 mil, enquanto a Steel Corp fabrica paredes completas de aço, reduzindo o consumo de aço e o custo da mão de obra para 15%.

Apesar dos avanços, a adoção em massa enfrenta barreiras: alto investimento de capital, normas regulatórias municipais distintas e a falta de ensino sobre construção industrializada nas faculdades de engenharia.

Apesar de 267 construtechs atuarem no Brasil, o investimento de capital de risco no setor despencou de R$ 621 milhões em 2022 para R$ 16 milhões em 2025. A tese é promissora, mas a execução em escala ainda é um desafio. 📉

Fontes

https://investnews.com.br/feed/

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