Congresso ignora a infância: menos de 1% das emendas para menores em 3 anos
Destaques
- •Apenas 0,4% das emendas em 2026 foram destinadas à infância e adolescência.
- •Regiões mais vulneráveis (Norte e Nordeste) recebem menos recursos.
- •Valores destinados são inferiores ao recebido por um único deputado.
Em um cenário onde mais de 26% da população brasileira é composta por crianças e adolescentes, o Congresso Nacional tem dado um show de descaso.
Nos últimos três anos, menos de 1% do total das emendas parlamentares foi direcionado para ações voltadas a esse público. Em 2026, por exemplo, apenas R$ 208,84 milhões (0,4% do total) foram autorizados.
A situação fica ainda mais crítica quando analisamos a distribuição regional.
As regiões Norte e Nordeste, que concentram os maiores índices de vulnerabilidade social, como trabalho infantil e homicídios de jovens, estão entre as que menos receberam verbas. O valor destinado a uma única ação de educação básica, somando três anos, foi inferior ao que um deputado federal recebe anualmente.
Um verdadeiro tapa na cara de quem mais precisa. 📉

