Congresso aprova 'Redata': o plano para turbinar data centers e IA no Brasil

Destaques
- •Projeto de Lei 278/2026 (Redata) aprovado no Senado visa reduzir carga tributária para data centers.
- •Medida busca atrair investimentos em infraestrutura digital e diminuir dependência de centros estrangeiros.
- •Incentivos incluem suspensão de tributos federais na aquisição de equipamentos e obrigações de investimento em inovação e energia renovável.
O Senado Federal aprovou o PL 278/2026, o chamado Redata, que cria um regime especial para taxar serviços de datacenter. A ideia é dar um gás nos investimentos em infraestrutura digital no Brasil, especialmente para computação em nuvem e inteligência artificial.
A principal meta é reduzir a nossa dependência de data centers lá fora, já que hoje cerca de 60% dos nossos dados e sistemas de IA rodam no exterior. O projeto agora vai para sanção presidencial.
O governo estima uma renúncia fiscal de até R$ 5,2 bilhões em 2026 com a medida.
Mas nem tudo são flores, as empresas terão que se comprometer.
Para ter acesso aos benefícios, como a suspensão de tributos federais por cinco anos na compra de equipamentos, as empresas terão que, por exemplo, reservar 10% da capacidade para o mercado brasileiro e investir 2% do valor dos produtos em P&D. Ah, e tem mais: a energia terá que vir de fontes renováveis e o consumo de água tem que ser super eficiente.
As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste ganham um tratamento especial, com exigências um pouco menores. A expectativa é que essa lei finalmente ajude o Brasil a se consolidar como um hub de tecnologia na América Latina. 🚀


