Colton Herta perto da F1: piloto americano busca pontos para superlicença

Destaques
- •Colton Herta participará do 1º treino livre do GP do México, ficando a 24 voltas da superlicença da F1.
- •O piloto americano expressou frustração com sua temporada na F2, mas vê a categoria como importante para a transição para a F1.
- •A possível vaga de Herta na Cadillac em 2027 pode concretizar o sonho da F1 de ter um piloto americano titular.
O americano Colton Herta dará mais um passo em direção à Fórmula 1 ao participar do primeiro treino livre (TL1) do GP do México, que acontece no Circuito Hermanos Rodríguez na sexta-feira (30). Com essa participação, o piloto de 26 anos ficará a apenas 24 voltas, cerca de 100 quilômetros, do cumprimento dos pontos necessários para obter a superlicença, documento essencial para competir na categoria. A expectativa é que Herta ocupe a segunda vaga da Cadillac para a temporada de 2027, com Sergio Pérez já tendo garantido a primeira.
Desafios na Fórmula 2 e a busca pela superlicença
A jornada de Herta para obter a superlicença tem sido marcada por dificuldades. Seu plano de acumular os pontos necessários através dos treinos livres foi estendido devido ao seu desempenho na Fórmula 2. Com apenas 26 pontos e ocupando a 19ª colocação no campeonato, Herta admitiu sua decepção com a temporada.
"Sobre a F2, talvez eu tenha mais perguntas do que quando entrei na categoria. Fiquei bem desapontado com tudo. Acho que vou provavelmente parar por aqui, estou apenas desapontado com a forma como o ano correu. Não tem sido nada bom", declarou Herta em Austin. Ele comparou a experiência na F2 com a pilotagem de um carro de F1, notando diferenças significativas.
Apesar das frustrações, Herta reconheceu os benefícios de competir nos mesmos fins de semana da F1. "Você corre nos mesmos finais de semana da F1 e entende o andamento das atividades. [...] É importante porque você está aqui, é notado e está sob os olhos das equipes de F1", explicou, destacando a imersão no ambiente da categoria como um fator crucial para facilitar a transição.
Oportunidade na Cadillac e o futuro de pilotos americanos na F1
Apesar das incertezas sobre seu futuro imediato, Herta demonstrou foco em seu objetivo principal: chegar à F1. "Meu objetivo é estar na F1, chegar lá o mais rápido possível com a Cadillac, com a GM, com a TWG. É aqui que eu quero estar, então estou focado em tentar chegar o mais rápido possível", afirmou.
A possível ascensão de Herta à F1 pela Cadillac representaria a concretização de um antigo desejo da categoria em ter um piloto americano titular. Nas últimas décadas, outros quatro americanos competiram na F1 (Michael Andretti, Scott Speed, Alexander Rossi e Logan Sargeant), mas sem o mesmo destaque. A popularidade da F1 nos Estados Unidos tem crescido exponencialmente, e Herta acredita que a presença de mais pilotos americanos pode impulsionar ainda mais esse movimento.
"Esse lado da popularidade explodiu, e muito mais pessoas sabem mais sobre a F1 do que antes. A categoria conseguiu um grande ressurgimento nos EUA, e é incrível de ver", comentou Herta sobre o aumento do interesse pelo esporte em seu país.
Próximos passos
O foco de Herta agora se volta para o GP do México, onde buscará completar as voltas necessárias para a superlicença. A decisão sobre sua vaga na Cadillac para 2027 deve ser anunciada nas próximas semanas. Paralelamente, o campeonato da F2 ainda terá as etapas do Catar e Abu Dhabi, onde o brasileiro Rafael Câmara lidera a tabela e já tem contrato assinado com a Haas para 2027.



