Colômbia em alerta: eleição marcada pelo fantasma da violência

Destaques
- •O assassinato do pré-candidato Miguel Uribe Turbay reacende o medo da violência política na Colômbia.
- •A política de 'Paz Total' do presidente Petro é questionada, com aumento de grupos armados e insegurança.
- •Candidatos à presidência oferecem fórmulas antigas para problemas novos, sem consenso sobre soluções eficazes.
A Colômbia caminha para mais uma eleição presidencial com a violência como pano de fundo, um fantasma que insiste em assombrar o país.
O recente atentado e morte do pré-candidato Miguel Uribe Turbay, aos 39 anos, trouxe um déjà vu para a nação, reacendendo os temores de uma era de conflitos. Apesar de o país ter superado os piores índices de violência dos anos 80 e 90, a insegurança voltou a ser o tema mais preocupante.
A política de "Paz Total", iniciada pelo governo do ex-guerrilheiro Gustavo Petro, busca desmobilizar grupos armados, mas tem sido criticada. Especialistas apontam para um aumento de grupos como o Clã do Golfo, que saltou de 4 mil para quase 10 mil integrantes.
Diante desse cenário, os candidatos à presidência, como Iván Cepeda, Paloma Valencia e Abelardo de la Espriella, apresentam propostas que, segundo analistas, não trazem novas fórmulas para lidar com a violência fragmentada e regionalizada. O consenso é que a Colômbia continua a misturar cenários de medo, sem uma estratégia clara para um futuro mais seguro.
O medo, seja da violência política, da perda de propriedade ou de assaltos, domina a campanha, mas as soluções propostas parecem ser as mesmas de sempre. 📉




