Cientistas descobrem 'pausa' no cérebro que pode prever e reduzir crises epilépticas em até 93%

Destaques
- •Nova descoberta aponta para um silenciamento neuronal como biomarcador confiável para prever convulsões epilépticas.
- •Intervenção durante essa 'pausa' pode reduzir a duração das crises em até 93%, segundo simulações.
- •Potencial para terapias de neuromodulação personalizadas e tratamento para epilepsia refratária.
Uma equipe internacional de pesquisadores, com participação brasileira, identificou uma atividade neuronal peculiar: uma pausa prolongada logo antes de uma crise epiléptica. Essa descoberta, publicada na revista Scientific Reports, não só confirma esse 'silêncio' como um marcador confiável, mas também abre portas para intervir nesse exato momento.
O estudo sugere que a intervenção durante essa janela de oportunidade, que dura apenas de 40 a 160 milissegundos, pode reduzir significativamente a duração das crises. Em simulações computacionais, o uso desse biomarcador para disparar estímulos anticonvulsivos resultou em uma redução de até 93% na duração das convulsões.
Essa descoberta é especialmente promissora para os cerca de 30% a 40% de pacientes com epilepsia refratária, que não respondem aos tratamentos convencionais. A ideia é aliar dispositivos de monitoramento cerebral em tempo real a terapias de neuromodulação, permitindo uma intervenção preventiva e automatizada antes mesmo que a crise se instale.
O trabalho, que contou com apoio de instituições como FAPESP e CNPq, visa oferecer uma nova esperança para melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas afetadas pela epilepsia no mundo. 🧠



