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Ciclista morre em prova de ultradistância; conheça os perigos

11 de maio de 2026
Ciclista morre em prova de ultradistância; conheça os perigos

Destaques

  • Morte de Eliana Tamietti em prova de ultraciclismo entre SP e MG expõe riscos da modalidade.
  • Competições exigem preparo físico extremo, longas horas de pedal, privação de sono e autossuficiência.
  • Quedas e cansaço são os maiores perigos, mas a modalidade é encarada como esporte e cultura por atletas experientes.

A morte da ciclista Eliana Tamietti durante a prova Bikingman Brasil, entre São Paulo e Minas Gerais, jogou luz sobre a brutalidade das competições de ultraciclismo. Com percursos desafiadores em terrenos montanhosos e trechos que atravessam a madrugada, a modalidade exige um nível extremo de preparo físico e mental.

O trajeto, que envolveu cerca de 555 km, prioriza estradas secundárias e rurais, muitas com subidas íngremes, como as da Serra da Mantiqueira. Os atletas precisam lidar com longas horas de pedal, privação de sono – alguns chegam a pedalar sem dormir por mais de 24 horas – e a necessidade de carregar todos os itens de sobrevivência, como alimentação, água e equipamentos de segurança.

A organização monitora os competidores via rastreadores via satélite e possui um botão de emergência, mas o principal risco, segundo o diretor de prova Vinícius Martins, são as quedas, potencializadas pelo cansaço e pelas condições adversas.

Apesar dos perigos, atletas experientes como Vinícius Freitas e Frederico Kastrup encaram a modalidade como um esporte sério e uma cultura de viagem de bicicleta, exigindo meses de preparação e capacidade constante de adaptação. A morte de Eliana foi a segunda registrada em 65 provas do Bikingman. 🚴

Fontes

https://ge.globo.com/rss/ge/

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