Cibersegurança: O condomínio fechado com portas destrancadas

Destaques
- •Empresas investem em segurança de borda, mas falham na proteção interna.
- •A arquitetura "castelo e fosso" se tornou obsoleta com a nuvem e trabalho híbrido.
- •Adoção de Zero Trust e microssegmentação é essencial para resiliência.
Muitas empresas gastam fortunas em segurança de perímetro, como muros altos e cercas eletrificadas, mas esquecem de trancar as portas internas. O resultado? Um "condomínio fechado" com as casas destrancadas, facilitando a vida dos invasores.
O modelo antigo de segurança, focado em defender o "lado de fora", já não funciona. Com a nuvem e o trabalho híbrido, o perímetro evaporou, e um invasor pode entrar com credenciais legítimas ou por um dispositivo fraco.
A verdadeira ameaça não é a invasão inicial, mas o tempo que o atacante passa dentro da rede (o dwell time) se movendo lateralmente para atingir sistemas críticos e backups.
A solução passa por uma mudança radical: o modelo Zero Trust (Confiança Zero), onde a identidade é o novo perímetro e a microssegmentação divide a rede em compartimentos isolados.
A pergunta para os líderes de segurança mudou de "como impedir a invasão?" para "como garantir que uma invasão não paralise a operação?". Foco em resiliência e design para falhar de forma segura.
Ignorar as fechaduras internas é construir castelos de areia. A segurança moderna é fluida, granular e presente em cada microtransação. 🔒




