China reage forte a sanções dos EUA na Venezuela e exige fim da 'ilegalidade'

Destaques
- •China se opõe firmemente às licenças gerais do Tesouro dos EUA que restringem a participação de países como China, Rússia, Irã, Coreia do Norte e Cuba no setor mineral venezuelano.
- •O governo chinês exige o levantamento imediato das sanções, classificando-as como unilaterais e ilegais.
- •As novas licenças permitem que empresas americanas operem no setor mineral e energético venezuelano, mas impõem restrições a países considerados adversários pelos EUA.
A China se manifestou com firmeza contra as novas licenças gerais emitidas pelo Tesouro dos EUA, que visam restringir a participação de países como ela, Rússia, Coreia do Norte, Cuba e Irã nas operações do setor mineral venezuelano.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, declarou em Pequim que a China se opõe veementemente ao uso de tais licenças para impor restrições à cooperação sino-venezuelana, exigindo o levantamento imediato das sanções que considera unilaterais e ilegais.
Essas licenças, emitidas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), abrem caminho para empresas americanas explorarem o setor mineral e energético venezuelano, mas impõem restrições a nações consideradas adversárias por Washington.
A China, um dos maiores parceiros comerciais da Venezuela, com intercâmbio bilateral superior a US$ 5 bilhões em 2025, vê essas medidas como um ataque direto aos seus interesses estratégicos e um reflexo da Doutrina Monroe reformulada por Trump.
Em suma, a China exige que os direitos e interesses legítimos do país na Venezuela sejam protegidos, em um claro desafio geopolítico aos Estados Unidos. 🌍




