China e Brasil se unem contra tarifas dos EUA
Destaques
- •China expressa apoio ao Brasil contra "agressões tarifárias" dos EUA.
- •Países buscam fortalecer o sistema multilateral de comércio da OMC.
- •EUA impõem tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, exigindo "capitulação" econômica.
A China sinalizou apoio ao Brasil contra a mais recente investida tarifária dos Estados Unidos. Em nota oficial, Pequim declarou que pretende unir forças com Brasília e outras nações do Sul Global para combater as políticas de agressão comercial americanas.
O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Lin Jian, destacou a disposição de "incrementar o diálogo" e trabalhar em conjunto para salvaguardar o sistema multilateral de comércio, com a OMC no centro.
A medida americana, que impõe uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, foi classificada como "lamentável" por Pequim, que vê guerras tarifárias como prejudiciais a todos os envolvidos.
O Brasil, por sua vez, reagiu com veemência. O chanceler Mauro Vieira criticou a exigência dos EUA de uma "abertura total, irrestrita e exclusiva" da economia brasileira, comparando-a a uma exigência de "capitulação".
A tensão diplomática se intensificou com declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que atribuiu a responsabilidade ao presidente Lula, chamadas por Vieira de "inaceitáveis e ofensivas".
A decisão dos EUA de impor tarifas adicionais entra em vigor na próxima quarta-feira (22/07), visando, segundo eles, "proteger os interesses econômicos do país".



