China acelera no azul em março, mas guerra no Oriente Médio acende alerta

Destaques
- •Atividade industrial chinesa atinge maior ritmo em um ano.
- •Demanda melhora, mas preços de energia e riscos globais pesam.
- •Brasil sente impacto do petróleo elevado na inflação e câmbio.
A atividade industrial da China deu um salto em março, atingindo o ritmo mais acelerado em um ano. A melhora na demanda trouxe um alívio bem-vindo para a economia, que vinha lutando contra tensões nas cadeias de suprimentos e volatilidade no mercado de energia.
No entanto, o cenário não é totalmente de calmaria. O aumento dos preços da energia, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, e os riscos de desaceleração global lançam uma sombra sobre a sustentabilidade desse crescimento. Os fabricantes, especialmente os exportadores, já sentem a pressão nas margens.
Para o Brasil, a notícia reforça a preocupação com o petróleo. Os preços elevados continuam sendo uma variável chave para a inflação e o câmbio, levando analistas a rever projeções para o IPCA e a Selic. A volatilidade externa mexe diretamente com as curvas de juros locais.




