Chile: Senadora critica indultos para torturadores da ditadura

Destaques
- •Senadora Fabiola Campillai e organizações de direitos humanos entregaram carta ao presidente chileno rejeitando indultos.
- •Projeto de lei no Congresso pode beneficiar mais de 700 detentos condenados por crimes contra a humanidade e crimes comuns.
- •Caso de ex-capitão condenado por cegar senadora acirra debate sobre justiça e impunidade.
Um grito contra a impunidade ecoou no Chile. A senadora Fabiola Campillai, junto a ativistas de direitos humanos, entregou uma carta ao presidente José Antonio Kast, expressando forte repúdio a qualquer indulto para condenados por crimes contra a humanidade durante a ditadura.
O estopim para o protesto foi a situação de Patricio Maturana, ex-capitão dos Carabineros, condenado por cegar a própria senadora com uma bomba de gás lacrimogêneo. Ele, que deveria estar cumprindo 12 anos de reclusão efetiva, agora desfruta de benefícios como saídas diárias, gerando indignação.
A carta também critica a lentidão e os retrocessos no Plano Nacional de Busca e cobra do governo o compromisso com a democracia e o fim da impunidade.
A questão ganha ainda mais peso com um projeto de lei em tramitação no Congresso, que, se aprovado, pode beneficiar mais de 700 detentos, incluindo cerca de 370 condenados por crimes contra a humanidade. A sociedade chilena se mobiliza para garantir que a justiça prevaleça.


