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Chile pede 22 anos de prisão para ex-jogador Valdivia por crimes sexuais

03 de novembro de 2026

Destaques

  • •Ministério Público do Chile solicita pena máxima para o ex-jogador Jorge Valdivia por supostos crimes sexuais.
  • •Acusações referem-se a situações ocorridas em outubro de 2024, envolvendo duas mulheres.
  • •Defesa de Valdivia alega consentimento nos atos; investigação durou dois anos.

O Ministério Público do Chile solicitou uma pena de 22 anos de prisão para o ex-jogador Jorge Valdivia, ídolo do Palmeiras, por supostos crimes sexuais. A solicitação, detalhada pelo jornal chileno "Meganoticias", divide a pena em 12 anos por um suposto estupro e outros 10 anos por eventual abuso sexual.

A investigação, que foi concluída após dois anos, apura situações ocorridas em outubro de 2024. Uma das denúncias partiu de uma tatuadora, que registrou queixa em 20 de outubro de 2024, alegando ter perdido a memória após um encontro com Valdivia em um restaurante peruano na região de Providencia. Segundo a denúncia, ela tomou ciência posteriormente de que teve relações sexuais com o ex-jogador. A defesa de Valdivia sustenta que o ato foi consensual.

Outra denúncia e envolvimento de ex-companheira

Uma segunda mulher denunciou Valdivia em 22 de outubro de 2024, relatando um suposto abuso ocorrido no dia 18 do mesmo mês, em outro restaurante, o El Toro, em Viactura. As investigações também apontam para a troca de mensagens entre Valdivia e sua ex-companheira, Maite Orsini, que na época era deputada, enquanto o ex-jogador estava com uma das mulheres que o denunciaram. Orsini foi arrolada como testemunha pelo Ministério Público.

Jorge Valdivia, de 42 anos, teve passagens marcantes pelo Palmeiras, onde conquistou um Campeonato Paulista e duas Copas do Brasil. Atualmente, ele atua como comentarista esportivo no Chile.

Prisão preventiva e defesa

Durante o curso da investigação, Valdivia chegou a ser preso de forma preventiva por duas vezes, entre outubro e novembro de 2024. A defesa do ex-atleta tem reiterado que os atos foram consensuais, o que contrasta com as acusações apresentadas pelo Ministério Público chileno.

O caso segue em andamento no Judiciário chileno, com a expectativa de que a solicitação de pena do Ministério Público seja avaliada.

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