Chefe da F1 se livra do limite de reeleição e pode ficar no cargo por tempo indeterminado
Destaques
- •A FIA (Federação Internacional do Automobilismo) removeu o limite de reeleição para seu presidente.
- •A decisão pode garantir a permanência de Mohammed ben Sulayem no cargo por muitos anos.
- •A mudança gerou críticas sobre a concentração de poder na entidade.
A FIA, entidade que comanda a Fórmula 1, decidiu nesta quinta-feira (27) em Macau, na China, que não haverá mais limite para a reeleição de seu presidente. A mudança nos estatutos pode significar a permanência de Mohammed ben Sulayem no cargo por tempo indeterminado.
Até então, o presidente podia ser reeleito apenas duas vezes, totalizando 12 anos de mandato, como aconteceu com seu antecessor, Jean Todt. A alteração, no entanto, já levanta preocupações sobre a concentração de poder.
A decisão, aprovada em assembleia, remove as salvaguardas que garantiam a renovação da liderança. Um dos candidatos derrotados em 2025, Tim Mayer, criticou a mudança, afirmando que limites de mandato são essenciais para prevenir o acúmulo de poder.
Essa alteração pode impactar a governança do automobilismo mundial, com um potencial longo reinado de Ben Sulayem, cuja gestão já foi marcada por polêmicas, como a proibição do uso de joias por pilotos e a restrição a manifestações. 📉

