Celular na Cama: A Madrugada que Rouba o Sono e o Foco dos Jovens

Destaques
- •Uso excessivo de telas antes de dormir afeta a produção de melatonina e o ritmo circadiano.
- •Cérebro se mantém estimulado, prolongando o estado de alerta e prejudicando a consolidação de memória.
- •Jovens com privação de sono crônica podem apresentar queda no desempenho escolar e irritabilidade.
Para muitos adolescentes, a noite não é sinônimo de descanso. O celular ao lado da cama, com notificações constantes e vídeos em sequência, estende o dia pela madrugada, impactando diretamente as horas de sono e a capacidade de desacelerar o cérebro.
A exposição às telas, especialmente perto da hora de dormir, não se resume à luz azul. Ela mantém o cérebro em estado de alerta, atrasa a liberação de melatonina e, segundo neurologistas, ocupa o tempo que deveria ser dedicado ao sono, podendo levar à privação crônica.
Essa falta de sono pode se manifestar em sonolência, irritabilidade e dificuldade de concentração, afetando o aprendizado e o desempenho escolar. A neuroplasticidade, processo natural do desenvolvimento, é moldada por essas experiências repetidas.
A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, para jovens de 11 a 18 anos, um limite de duas a três horas diárias de telas para uso recreativo, com o alerta para não se conectar durante a noite. A qualidade e o contexto do uso são cruciais, com atividades criativas e interações sociais tendo um peso diferente do consumo passivo de vídeos.
O novo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA Digital) reforça a necessidade de proteção, mas o desafio maior é ensinar os jovens a usar a tecnologia sem que ela invada espaços essenciais como sono, estudo e convivência real. 📱




