Casino joga a toalha: Varejista francesa vende fatia do Pão de Açúcar e GPA reage na Justiça

Destaques
- •Casino, antigo controlador do GPA, decide vender sua participação de 20,4% no mercado.
- •GPA entra na Justiça para impedir a venda e alega prejuízos com a estratégia do Casino.
- •Mudança de controle no GPA com a ascensão da família Coelho Diniz e Silvio Tini enfraqueceu o poder de barganha do Casino.
A novela Casino e GPA ganhou um novo capítulo! O grupo francês, que foi controlador do Pão de Açúcar entre 2012 e 2024, decidiu se desfazer de sua participação de pouco mais de 20%. A jogada agora é vender as ações no mercado, em vez de buscar um investidor estratégico.
Essa decisão não caiu nada bem para o GPA. A empresa brasileira já correu para a Justiça querendo proibir a venda das ações pelo antigo controlador. Antes mesmo da liminar, o Casino já tinha se desfeito de 2% dos papéis, num negócio avaliado em cerca de R$ 22 milhões.
E o que mudou a cabeça do Casino? A consolidação da família Coelho Diniz e do bilionário Silvio Tini no conselho do GPA. Com os novos acionistas ditando os rumos, a participação francesa perdeu o poder de barganha.
A pressão agora é para que o Casino venda a fatia restante, avaliada em R$ 240 milhões, com desconto. O GPA também se defende em uma arbitragem bilionária com a Receita Federal, onde busca responsabilizar o Casino por um passivo tributário estimado em mais de R$ 2,5 bilhões.




