Carros voadores: a Embraer aposta em eVTOLs, mas o gargalo é a recarga

Destaques
- •Projetos de eVTOL (veículos elétros de pouso e decolagem vertical) visam popularizar voos urbanos.
- •A Embraer, através da subsidiária EVE, planeja lançar seu modelo para 4 passageiros e piloto até 2028.
- •O principal desafio não é a tecnologia do veículo, mas a infraestrutura de recarga em helipontos urbanos.
A ideia de voar de Faria Lima para o aeroporto de Guarulhos por um preço mais acessível, que hoje custa R$ 2.750 por cabeça de helicóptero, pode se tornar realidade com os eVTOLs.
A Embraer, com sua subsidiária EVE, está na vanguarda desse mercado, desenvolvendo um "helicóptero elétrico" com capacidade para 4 passageiros e piloto. A promessa é reduzir drasticamente o custo da hora de voo, graças à economia de 90% no 'combustível' e menor manutenção.
A certificação pela ANAC e FAA foi adiada para 2028, mas a tecnologia avança.
Contudo, o grande gargalo não é o veículo em si, mas o ecossistema de recarga. Instalar carregadores de alta potência (300-400 kW) no topo de prédios é um desafio logístico e elétrico, exigindo infraestrutura robusta e custos elevados.
Empresas como a Revo já encomendaram 50 eVTOLs da Embraer e planejam usar bases aéreas para recargas de alta potência, enquanto helipontos teriam recargas mais leves. A expectativa é que o preço inicial não mude muito, mas a tecnologia promete democratizar o transporte aéreo urbano no longo prazo ✈️.


