Cardiogeriatria: Idosos com problemas cardíacos precisam de tratamento individualizado

Destaques
- •Nova diretriz brasileira enfatiza a avaliação da fragilidade e do estilo de vida em idosos com doenças cardíacas.
- •Especialistas recomendam a revisão de medicamentos e atenção a desmaios ao levantar, que podem ser causados por queda de pressão.
- •Acompanhamento da saúde mental, vacinação e autonomia do paciente são pontos cruciais no cuidado.
Esqueça a ideia de tratar todos os idosos com problemas cardíacos da mesma forma. A nova Diretriz Brasileira de Cardiogeriatria, apresentada no Rio de Janeiro, muda o foco da idade cronológica para a condição de vida do paciente. A pergunta chave agora é: “como você está vivendo esses anos?”, e não mais “quantos anos você tem”.
O documento, elaborado por mais de 50 especialistas, recomenda a avaliação de fragilidade em idosos a partir dos 70 anos com doenças do coração. Sinais como perda de peso sem motivo aparente, dificuldade para levantar da cadeira e andar devagar são alertas importantes. Além disso, a diretriz sugere uma faxina na gaveta de remédios, pois entre 40% e 60% dos idosos acima de 65 anos usam cinco ou mais medicamentos, aumentando riscos de efeitos colaterais e quedas.
Outra novidade é o capítulo sobre desmaios, muitas vezes ligados à queda de pressão ao se levantar rápido. A recomendação é medir a pressão também em pé. A diretriz também reforça a importância da saúde mental, vacinação e da decisão compartilhada entre médico e paciente sobre o que é prioritário: viver mais, sentir-se melhor ou manter a independência. O Brasil foi pioneiro mundial em diretrizes de cardiologia do idoso em 2002, e agora a mensagem se aprofunda.



