Canetas emagrecedoras viram alvo de assaltos violentos e causam trauma em farmacêuticos
Destaques
- •Onda de assaltos a farmácias, impulsionada pela popularidade de medicamentos para emagrecer, tem levado a casos de violência extrema.
- •Trabalhadores sofrem com crises de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático, buscando "rescisão indireta" para sair do emprego.
- •Aumento da insegurança e desvalorização da saúde mental dos farmacêuticos levantam debate sobre o funcionamento de farmácias 24h.
A busca por canetas emagrecedoras virou um pesadelo para quem trabalha em farmácias pelo Brasil. O que antes eram assaltos pontuais se transformou em uma onda de crimes violentos, com medicamentos de alto valor sendo o principal alvo.
A situação já causou mortes e traumas severos nos funcionários. Muitos, como o atendente Humberto Maciel, relatam crises de ansiedade e depressão, a ponto de buscarem a justiça para romper o vínculo empregatício, alegando falta de segurança por parte dos empregadores.
O cenário de terror levou alguns a buscarem rescisão indireta, uma forma de sair do emprego como se fosse demitido sem justa causa, garantindo direitos trabalhistas. Essa medida reflete o desespero diante da violência que se tornou rotina, com relatos de assaltos frequentes e a sensação de perigo constante.
A preocupação com a saúde mental dos trabalhadores é crescente, com entidades como o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP) cobrando providências das autoridades. A discussão agora se volta para a necessidade de repensar o funcionamento das farmácias 24 horas e garantir um ambiente de trabalho mais seguro. 📉

