Candiota: A usina a carvão que divide o Brasil ganha fôlego até 2040

Destaques
- •Usina termelétrica a carvão de Candiota (RS), do grupo J&F, tem contrato renovado até 2040.
- •Decisão garante subsistência para a comunidade local dependente da mineração, mas é criticada por ambientalistas e parte do setor elétrico.
- •Consumidores arcarão com custos da usina, que receberá R$ 859,8 milhões anuais, levantando debates sobre eficiência e transparência na contratação.
Parece que o Ministério de Minas e Energia decidiu dar um presente de grego para os consumidores brasileiros. A usina termelétrica a carvão de Candiota (RS), pertencente ao grupo J&F, acaba de ter sua operação garantida até 2040.
Por um lado, a decisão atende a uma demanda da comunidade gaúcha que depende da mineração de carvão, garantindo empregos e a subsistência local. A usina, com 350 MW de potência, funcionará como energia de reserva, o que significa que seus custos serão repassados diretamente para a conta de luz dos brasileiros.
Mas nem tudo são flores. Especialistas do setor elétrico e ambientalistas torceram o nariz, criticando a contratação de uma fonte de energia mais poluente em meio a uma suposta sobreoferta no sistema e aos esforços do Brasil para reduzir emissões de carbono. O Conselho Nacional de Consumidores de Energia Elétrica (Conacen) classificou a renovação como um “total contrassenso”, apontando que o empreendimento receberá cerca de R$ 12,9 bilhões ao longo dos 15 anos de contrato, valores considerados excessivos e desnecessários.
A polêmica não para por aí: grupos ambientalistas já buscam na Justiça impedir a renovação da licença da usina, citando impactos climáticos e riscos à saúde pública. Um verdadeiro cabo de guerra entre desenvolvimento regional, interesses econômicos e sustentabilidade. 💰




