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Câncer colorretal em jovens: estudo aponta agressividade e resistência à quimioterapia

02 de novembro de 2026
Câncer colorretal em jovens: estudo aponta agressividade e resistência à quimioterapia

Destaques

  • •Estudo publicado na Nature Medicine revela que câncer colorretal em pacientes com menos de 50 anos é mais agressivo devido a células resistentes à quimioterapia e maior atividade de genes ligados à disseminação.
  • •Pesquisa analisou 189 tumores e identificou maior proporção de células do estroma em jovens, que sustentam o tumor e dificultam o tratamento.
  • •Os achados podem direcionar o desenvolvimento de novas terapias mais eficazes contra a doença em pacientes mais jovens.

Um novo estudo publicado na revista Nature Medicine nesta quinta-feira (29/10) aponta que o aumento nos casos de câncer colorretal em pessoas com menos de 50 anos está ligado a uma maior agressividade da doença. A pesquisa, liderada por cientistas norte-americanos, identificou que tumores em pacientes mais jovens apresentam maior presença de células resistentes à quimioterapia e diferenças na atividade de genes que facilitam a disseminação do câncer para outros órgãos.

Os pesquisadores analisaram 189 tumores de indivíduos com idades variadas, sendo 54 de pacientes com menos de 50 anos e 135 com 50 anos ou mais. Utilizando uma técnica de sequenciamento de RNA, foi possível analisar a atividade genética das células tumorais. Os resultados indicaram uma proporção maior de células do estroma em pacientes mais jovens. Essas células podem sustentar o tumor e auxiliar em seu crescimento, o que, por consequência, dificulta a eficácia dos tratamentos convencionais.

Diferenças genéticas e celulares em jovens

A pesquisa revelou que, em indivíduos com menos de 50 anos, genes associados a processos de disseminação do câncer, como o FN1, apresentaram maior atividade. Essa característica contribui para a maior facilidade com que o tumor pode se espalhar para outras partes do corpo. A presença de células mais resistentes à quimioterapia também é um fator chave para a agressividade observada nesses pacientes.

Os sintomas do câncer colorretal podem variar e incluem a presença de sangue na evacuação (vermelho vivo ou escuro), alterações no hábito intestinal como diarreia crônica e urgência, sintomas obstrutivos como fezes finas e constipação persistente, e sintomas inespecíficos como fadiga, perda de peso e anemia crônica.

Implicações para o tratamento e cenário no Brasil

A expectativa dos pesquisadores é que os achados deste estudo possam auxiliar no desenvolvimento de novos tratamentos mais direcionados às complicações específicas do câncer colorretal em jovens, tornando-os potencialmente mais eficazes. A compreensão das bases moleculares e celulares da doença em diferentes faixas etárias é fundamental para a personalização da terapia.

No Brasil, o câncer colorretal é o quarto tipo mais comum, atrás apenas dos cânceres de pele não melanoma, mama e próstata. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima mais de 53 mil novos casos por ano para o triênio 2026-2028. O aumento de casos em jovens tem sido uma preocupação crescente na área da oncologia.

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